Av. Paulista será palco da 10ª Marcha dos Imigrantes neste domingo em SP

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Diversidade foi uma das marcas da Marcha dos Imigrantes 2015. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Por Caroline Gomes

Acesso às políticas públicas e à justiça gratuita, uma lei de migração humana e democrática e o fim da discriminação e da xenofobia são algumas das muitas bandeiras de luta que serão levantadas na 10ª Marcha dos Imigrantes, que acontece no próximo domingo (27/11), a partir das 9h na avenida Paulista, em São Paulo.

Veja aqui como foi a Marcha dos Imigrantes em 2015

Veja aqui como foi a Marcha dos Imigrantes em 2014

Com o lema “Dignidade para os imigrantes no mundo”, a marcha deste ano pretende atrair um público ainda maior do que a última. Além da mobilização de imigrante e movimentos, outro fator que pode contribuir para isso é a Paulista Aberta, no qual a avenida é fechada para veículos e aberta para pedestre e ciclistas aos domingos.

Cartaz da 10ª Marcha dos Imigrantes. Crédito: Divulgação
Cartaz da 10ª Marcha dos Imigrantes.
Crédito: Divulgação

Segundo Isabel Torres, imigrante peruana e funcionária do Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (CAMI), o intuito da marcha é dar visibilidade aos imigrantes que estão no Brasil, sobretudo em São Paulo, e colocar em pauta as demandas e bandeiras de luta daqueles que migram. “Essa caminhada é uma forma de manifestar as nossas reivindicações políticas e sociais. A gente quer expressar que também somos pessoas, humanos, cidadãos do mundo. Que somos parte deste país. Espero que com essa marcha a gente consiga, dentro da nossa diversidade, demonstrar que estamos juntos na luta”.

O CAMI é uma das instituições que compõe o comitê organizador da 10ª Marcha dos Imigrantes, juntamente com outros movimentos, grupos, coletivos e instituições como o Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), o Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI), a Frente de Mulheres Imigrantes, a Casa das Áfricas, o Iada África, o Saúde sem Fronteiras, entre outros, além de entidades que apoiam o ato.

Na Marcha dos Imigrantes 2015, grupo levou cerca que simbolizou as fronteiras a serem superadas pelo mundo. Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Na Marcha dos Imigrantes 2015, grupo levou cerca que simbolizou as fronteiras a serem superadas pelo mundo.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

“Existe muita gente envolvida para que a marcha aconteça. A união de todos esses movimentos e coletivos é muito importante. Se não nos mantermos unidos e bem articulados, nós perdemos muito. Todos são bem-vindos”, afirmou Isabel. Ela também destacou a importância da participação das mulheres no ato, que, segundo ela, “resistem diariamente dentro dessa luta desigual”.

Frente de Mulheres Imigrantes pelo terceiro ano

A representatividade feminina na marcha é marcada pelo bloco das mulheres imigrantes e refugiadas organizado pela Frente de Mulheres Imigrantes, que marca presença na Marcha pelo terceiro ano seguido (começou em 2014, inspirada pelo tema da Marcha daquele ano, e continua até hoje). A Frente é composta por diferentes militantes e organizações, entre elas, a Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas.

Bloco das Mulheres leva centenas à Marcha de 2014 - e continua para este ano. Crédito: Lya Maeda/MigraMundo
Bloco das Mulheres leva centenas à Marcha de 2014 – e continua para este ano.
Crédito: Lya Maeda/MigraMundo

Segundo a imigrante chilena Andrea Carabantes e a boliviana Jobana Moya, ambas integrantes da Warmis, a marcha é importante porque visibiliza as questões dos imigrantes e refugiados e concretiza o direito de ocupar espaços públicos, fazendo com que a cidade enxergue os imigrantes como parte dela. “Além disso, às vezes nós não temos noção de quão diversa é São Paulo e esse ato nos ajuda a não pensar somente nas nossas preocupações com a nossa comunidade, mas também nas problemáticas dos outros”.

São reivindicações da Frente:

– Saúde da mulher (tratamento digno e humanizado no atendimento; o respeito às diferenças culturais no momento do atendimento no período da gestação e parto; tratamento de saúde multilíngue nos centros de saúde onde haja maior convergência de mulheres imigrantes);

– Diminuição da violência sobre a mulher (atendimento multilíngue e humanizado nas delegacias da mulher; fim da violência doméstica e sexual; direito de uso de anticoncepcionais a favor do planejamento familiar);

– Dignidade no trabalho (divisão equalizada do trabalho doméstico; remunerações iguais; fim do assédio moral e sexual; condições seguras e dignas de trabalho);

– Imigração (por um mundo sem papéis e sem fronteiras; por uma lei de imigração justa e humana; pelo fim da xenofobia).

10ª Marcha dos Imigrantes
Data e hora: 27 de novembro, a partir das 9h
Local: concentração em frente ao MASP – av. Paulista, 1578 – Cerqueira César – São Paulo (SP)
(próximo à estação Trianon-Masp do metrô)
Entrada: livre
Mais informações: evento no Facebook, tel. 3333-0847 e cami.imigrantes@terra.com.br

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