Cruz Vermelha em SP e Rio promove reencontros entre imigrantes e suas famílias

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Equipe de Restabelecimento de Laços Familiares da Cruz Vermelha se prepara para atendimento em centro de acolhida para imigrantes, em São Paulo
Equipe de Restabelecimento de Laços Familiares da Cruz Vermelha se prepara para atendimento em centro de acolhida para imigrantes, em São Paulo. Crédito: Antonella Pulcinelli/MigraMundo

Programa “Restabelecimento de Laços Familiares” (RLF) permite um contato, ainda que breve, entre entes queridos separados pelos movimento migratório

Por Antonella Pulcinelli
Em São Paulo (SP)

Uma única ligação, ainda que curta, pode fazer a diferença e gerar reconexão com entes queridos que estão a milhares de quilômetros de distância. Esse é um dos objetivos do programa de Restabelecimento de Laços Familiares (RLF), oferecido pela Cruz Vermelha Brasileira a imigrantes.

Existente no Brasil desde 2017, o programa consiste em oferecer meios – como uma simples ligação telefônica – para promover o reencontro entre imigrantes e suas famílias. Não são raras as vezes em que, por causa do processo migratório, familiares perdem o contato entre si e chegam a ficar longos anos sem se falar.

O projeto está sendo executado atualmente no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro. Equipes da Cruz Vermelha visitam os centros de acolhida a imigrantes e averiguam a necessidade de cada um.

Caso o imigrante tenha o telefone de algum familiar eles oferecem uma ligação internacional gratuita de até 3 minutos para restabelecer esse contato.

No caso de imigrantes que perdem completamente o contato com suas famílias, as equipes tentam outra saída. Colhem o maior número de informações possíveis e tentam localizar esses parentes por meio de outras unidades e voluntários da Cruz Vermelha espalhados pelo mundo.

Todas as informações colhidas são confidenciais e não existe nenhum tipo de monitoramento das ligações.

De acordo com o Coordenador de Restabelecimento de Laços Familiares de São Paulo, Andre Vito, boa parte dos atendimentos de São Paulo são feitos a imigrantes de origem africana, como congoleses e angolanos, e latinos – na sua maioria, venezuelanos.

No caso de São Paulo, uma vez por mês uma equipe da Cruz Vermelha comparece a cada centro de acolhida de imigrantes. A ideia é ver se tem algum caso novo ou se algum imigrante quer ligar para seus familiares.

“É a segunda vez que falo com a minha família. Deixaram eu conversar com a minha família de graça, então fiquei surpresa, mas gostei muito, muito mesmo.” contou a imigrantes angolana Ladina Casule que está no Brasil há três meses.

De acordo com o site da Cruz Vermelha de São Paulo, em 2018 foram feitos 272 atendimentos a imigrantes que perderam o contato com suas famílias e amigos.

Informações adicionais podem ser solicitadas através do e-mail rlf@cruzvermelhasp.org.br ou no próprio site da Cruz Vermelha.

A Cruz Vermelha é a organização humanitária presente há mais tempo no Brasil, desde 1908. Seu primeiro presidente no país foi o médico sanitarista Oswaldo Cruz.


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