Imigrantes e refugiados no Brasil fazem campanha pelo ‘Fique em casa’ contra o Covid-19

Imigrantes e refugiados de diferentes nacionalidades que vivem no Brasil reforçam clamor para respeitar quarentena e ajudar no combate ao Covid-19

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O sírio Abdulbaset Jarour, que integra campanha de imigrantes e refugiados para conscientizar sobre a importância da quarentena para combater o coronavírus
O sírio Abdulbaset Jarour, que integra campanha de imigrantes e refugiados para conscientizar sobre a importância da quarentena para combater o coronavírus. (Foto: Reprodução)

Mensagens em português, inglês, espanhol, árabe, bengali, francês e até em libras se somam ao pedido de “Fique em Casa”. Dessa forma, imigrantes e refugiados de diversas nacionalidades que vivem no Brasil deixam seu recado e se somam às diversas campanhas de conscientização existentes sobre a pandemia de coronavírus.

A campanha, em vídeo, está disponível nas redes sociais e é apresentada pelo sírio Abdulbaset Jarour, diretor de projetos da ONG África do Coração, composta basicamente por imigrantes e refugiados. A instituição é a promotora da Copa dos Refugiados, que também teve seu calendário de 2020 afetado pela pandemia.

“Os irmãos são de várias nacionalidades, que vieram para o Brasil por vários motivos. E neste exato momento nós estamos vendo também como nossos próprios países também estão sofrendo com essa pandemia de coronavírus. É por esse momento delicado que nós achamos que nosso recado é importante”, diz Jarour.

((COMPANHA COM TODAS AS LÍNGUAS E DAS NAÇÕES ))UMA CAMPANHA QUE ACREDITAMOS QUE VAI AJUDAR MUITO. CONTAMOS COM SEU APOIO PARA COMPARTILHAR.Nós refugiados e imigrantes a maioria trabalha autônomo ou como microempreendedor. Não gostaríamos de ficar em casa, pois para comprar pão, temos que trabalhar como qualquer outro ser humano.Não estamos felizes com a situação da quarentena, mas devemos respeitar e cuidar de nós e dos outros.Então, nesse exato momento nós estamos sofrendo duplamente. Antes do coronavirus nós estávamos sofrendo e agora piorou. Nós temos que respeitar e entender como estamos vendo o que está acontecendo com os outros países, outras populações pelo mundo e com os nossos próprios países que estão sofrendo dessa pandemia.Por esse motivo, nosso recado é muito valioso e deveríamos compreender e ficar em casa.Diante da atual pandemia a situação é crítica. A Espanha bateu o recorde de mortes em um dia, na Itália o número de mortos já ultrapassa 10.000 e nos EUA passa de 2.000 mortes.A situação é devastadora, mas podemos ajudar a mudar essa realidade.Então, fiquem em casa!!!!Vamos nos manter isolados em casa. Porém, não estaremos sós estamos unidos para um bem maior.Vamos cuidar da nossa saúde e daqueles que amamos. Juntos somos fortes unidos somos invencíveis.#campanhafiquememcasa#FIQUEMEMCASA #ESTOUEMCASA#Combateaocoronavirus#SoudesaopauloemcasaCAMPANHA FIQUEM EM CASA. #fiquememcasa#quarentena #soudesaopaulo #combateaocoronavírus#Refugiados#imigrntes#órfãosdaterra#filhodeAlepoo#ÁfricadoCoração

Posted by África do coração on Sunday, March 29, 2020

Em seguida, em diversos idiomas, imigrantes e refugiados de diferentes origens reforçam o pedido de “Fique em Casa”, que visa evitar a propagação do vírus —e por consequência, danos ainda maiores às economias e às sociedades em todo o mundo.

“Não gostaríamos de ficar em casa, pois para comprar pão temos que trabalhar como qualquer outro ser humano. Não estamos felizes com a situação de quarentena, mas devemos respeitar e cuidar de nós e dos outros”, diz outra mensagem, em português, que encerra o vídeo.

A campanha lembra ainda que os próprios imigrantes estão entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia. Com muitos deles trabalhando na informalidade ou como MEI (Microempreendedor Individual), eles tiveram suas atividades econômicas reduzidas ou mesmo suspensas.

Em reportagens anteriores, o MigraMundo destacou ações diversas que visam atenuar os efeitos econômicos da pandemia sobre os imigrantes, do setor têxtil à gastronomia.

Dados divulgados no domingo (29) pelo Ministério da Saúde apontam a existência de 4.256 casos oficiais de coronavírus no Brasil, com 136 vítimas fatais.

Em nível global, já são cerca de 700 mil infectados e 34 mil pessoas já morreram em decorrência da pandemia.


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