Imigrantes em SP que atuam com gastronomia podem aderir a edital da Prefeitura para fornecer refeições

Edital visa garantir alimentação para pessoas em situação de rua durante a pandemia do Covid-19; ele fica disponível até o fim do período de quarentena determinado pelo Poder Público

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Doação de alimentos para população em situação de rua em São Paulo
Doação de alimentos para população em situação de rua em São Paulo. (Foto: Flickr/Fora do Eixo)

Imigrantes que atuam com gastronomia na cidade de São Paulo e que encontram dificuldades devido à pandemia de coronavírus estão entre os candidatos que podem aderir ao edital “Projeto Rede Cozinha Cidadã”, criado pela Prefeitura de São Paulo.

O edital, lançado na última quarta-feira (1º), visa garantir alimentação para pessoas em situação de rua durante a pandemia do Covid-19.

Embora o edital não faça menção a imigrantes em específico, aqueles que possuem negócios regularizados em gastronomia estão autorizados a participar. A informação foi confirmada pelo MigraMundo junto à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), uma das promotoras da iniciativa. Há também o apoio de outras pastas.

De acordo com a prefeitura, a ideia é fomentar a participação de comércios e pequenos restaurantes com o intuito de aumentar a renda dos estabelecimentos. E ao mesmo tempo, garantir a alimentação dos moradores em situação de rua durante o isolamento social.

Segundo o Censo da População em Situação de Rua 2019, divulgado em janeiro passado, 24.344 pessoas vivem nessa condição na capital paulista.

Via de mão dupla

“Com comércios e restaurantes fechados e sem a grande circulação de pessoas nas ruas, a população em situação de rua depende exclusivamente dos restaurantes ofertados pelo Poder Público, como o Bom Prato do Governo do Estado e os Núcleos de Convivência (SMADS) da Prefeitura de São Paulo. Estes equipamentos sofreram nas últimas semanas uma superlotação e, por isso, esta ação intersecretarial tem o objetivo de ofertar alimento à população em situação que não está conseguindo acessar os equipamentos disponíveis na cidade e está, por isso, vivendo uma situação de insegurança alimentar e nutricional”, diz trecho do edital.

A distribuição das refeições ocorrerá em pontos fixos nas Subprefeituras de maior concentração da população em situação de rua: Sé, Mooca, Lapa, Santo Amaro, Vila Mariana, Santana e Pinheiros —veja endereços ao final do texto.

“É fundamental ajudar a população em situação de rua a se alimentar e ter autonomia, ainda mais no momento grave em que vivemos com a pandemia do coronavírus. O Projeto Rede Cozinha Cidadã oferece a essas pessoas a dignidade e os direitos básicos para se viver, além de ajudar restaurantes a se manter na crise financeira”, destaca a secretária Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Claudia Carletto.

A operação será acompanhada pela Guarda Civil Metropolitana, que auxiliará no apoio de segurança e na distribuição dos kits.

Os interessados em participar do projeto podem se inscrever no edital (acesse aqui), que está disponível no site da Prefeitura de São Paulo até o fim da quarentena.

Quaisquer dúvidas ou pedidos de esclarecimentos deverão ser encaminhados por meio do e-mail cafsmdhc@prefeitura.sp.gov.br.

Pontos de entrega

Ponto 01: Subprefeituras da Lapa e de Pinheiros
Subprefeitura da Lapa – Rua Guaicurus 1000

Ponto 02: Subprefeituras de Santo Amaro e Vila Mariana
Subprefeitura de Sto. Amaro – Pça. Floriano Peixoto 54

Ponto 3: Subprefeitura da Mooca
Subprefeitura da Mooca – R. Taquari 549

Ponto 4: Subprefeitura de Santana-Tucuruvi e Sé
Rua Dr. Falcão Filho – Centro Histórico

Ponto 5: Subprefeitura da Sé
Rua Dr. Falcão Filho – Centro Histórico

Ponto 6: Subprefeitura da Sé
Rua Dr. Falcão Filho – Centro Histórico

Negócios afetados

Imigrantes que atuam com gastronomia estão entre os negócios que sofreram forte impacto devido ao coronavírus.

Com as restrições a grandes aglomerações para evitar disseminação do vírus, eventos têm sido cancelados ou adiados sem nova previsão de data. E sem essas atividades, os imigrantes perdem uma parcela importante da clientela.

O MigraMundo criou uma lista com alguns dos estabelecimentos operados por imigrantes e que aceitam encomendas de seus produtos — detalhes da entrega devem ser acertados com cada um.

Outro segmento afetado duramente pela pandemia foi a indústria têxtil, que emprega muitos imigrantes. Para evitar uma quebradeira desses negócios —e por consequência, da renda desses imigrantes — a ONG Alinha lançou uma campanha de financiamento coletivo (clique aqui). O objetivo é arrecadar fundos que ajudarão, inicialmente, famílias responsáveis por 21 oficinas apoiadas pelo projeto.


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