Jovem congolês se inspira no Rio para desenhar e quer ser engenheiro

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Por Cáritas RJ – texto e fotos

“Aprendi a desenhar com meu irmão, que ficou no Congo. Ele faz até retratos, mas eu só sei fazer carros, casas e alguns bonecos. O desenho é apenas um passatempo, uma diversão. Não se ganha dinheiro com isso.”

Jordi chegou ao Brasil, com a mãe, em janeiro de 2015. Solicitante de refúgio, ele frequenta o curso de português da Cáritas RJ e desenha nas horas vagas. Desta vez, sua inspiração veio da paisagem urbana do Rio de Janeiro. O hotel e o estacionamento que surgiram de seus traços ganharam um nome curioso: “El Diabo” (sic).

“Eu estava vendo um programa na National Geographic. Tinha um crocodilo muito mau que se chamava El Diabo. Gostei do nome e coloquei no desenho. Não gosto de ver os canais do Brasil porque mostram muita criminalidade. Se você seguir o noticiário não vai querer viver no Rio de Janeiro. Mas eu gosto daqui. Gosto muito das montanhas, da paisagem natural. Não é artificial como nos Estados Unidos. Aqui é muito bonito.”

Jordi, o jovem congolês que desenha nas horas vagas e quer voltar ao país natal para ajudá-lo. Crédito: Cáritas RJ
Jordi, o jovem congolês que desenha nas horas vagas e quer voltar ao país natal para ajudá-lo.
Crédito: Cáritas RJ

Aos 19 anos, Jordi estuda à noite para corrigir seu atraso escolar e futuramente chegar à Universidade. Atualmente, ele está no 1º ano do Ensino Médio.

“Quero me tornar engenheiro de computação e talvez um dia voltar ao Congo para dar minha contribuição ao país.”

Material reproduzido pelo MigraMundo pela parceria de conteúdo com a Cáritas RJ, na qual é autorizado a divulgar e reproduzir as histórias de refugiados acolhidos pela entidade. Com isso, a ideia é ajudar ampliar o máximo possível a divulgação do tema do refúgio no Brasil, que infelizmente ainda é bastante desconhecido.

Texto publicado originalmente na página da Cáritas RJ no Facebook.

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