Sob chuva, mulheres imigrantes vão a ato em SP contra feminicídio e violência de gênero

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Mulheres migrantes participam de ato durante o 8 de Março na avenida Paulista
Mulheres migrantes participam de ato durante o 8 de Março na avenida Paulista (Foto: Diásporas Africanas)

Atualizado às 12h33 de 10.mar.2020

Mulheres imigrantes que vivem em São Paulo se organizaram para reforçar as manifestações do último domingo (8) na avenida Paulista, data na qual é lembrado o Dia Internacional da Mulher.

A chuva que caiu com força durante a tarde na capital paulista não impediu participação de mulheres migrantes independentes e de coletivos como Equipe de Base Warmis – Convergência de Culturas, Rede Milbi (Mulheres Imigrantes lésbicas e bissexuais), Diásporas Africanas e Si, Yo Puedo.

As Warmis – termo que significa “mulheres” em quéchua, língua falada especialmente no Peru e na Bolívia – destacaram a luta contra o feminicídio e a violência de gênero em sua participação.

O pedido vem de acontecimentos recentes em meio à comunidade boliviana na capital paulista, que viu duas jovens de 24 anos serem mortas em fevereiro passado. Uma delas foi vítima do próprio namorado. E a outra, que estava grávida, de seu ex-marido.

Em nota, as Warmis fundamentaram sua caminhada nos temas trabalhados na mais recente “Pré-Conferência Livre: Conferência e Políticas Públicas para mulheres imigrantes, refugiadas e apátridas”, que vem elaborando estratégias diversas para a preservação de direitos diante ao atual e arriscado cenário de políticas de migração do governo de Jair Bolsonaro.

“O combate ao feminicídio, a violência de gênero e à violência doméstica, a importância do parto humanizado com olhar intercultural, do respeito às diferentes culturas, do nosso acesso a direitos básicos como educação e saúde, tudo isso é importante de pedir e assegurar cada vez mais. Estaremos na rua por tudo isso, estaremos na rua pelas mulheres imigrantes e as brasileiras são nossas aliadas nesta luta também”, declara o grupo.

A ativista colombiana Maria Paula Botero, da Rede Milbi, afirmou que sentiu falta de um olhar sobre a questão imigrante dentro do 8M, como é conhecida a manifestação no 8 de Março. Esse fator torna ainda mais necessária a presença do grupo tomando parte do ato.

“Acreditamos que é uma intersecção que dentro do feminismo deve ser levada em conta por causa das violências que as mulheres imigrantes , refugiadas e apátridas sofrem tanto durante o caminho como no país de acolhida”.


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