‘Não fique calado, é hora de gritar gol’: a Copa dos Refugiados e Imigrantes em 2019

A partir da Copa dos Refugiados e Imigrantes, pesquisadores fazem uma retrospectiva dos avanços obtidos pela iniciativa e das ações ligadas à temática junto a empresas e poder público nos últimos cinco anos

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Bola oficial da Copa dos Refugiados e Migrantes 2019. Crédito: Divulgação

MigraMundo disponibiliza em primeira mão artigo feito pelo Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) do Museu do Futebol e o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) do Museu da Imigração sobre a Copa dos Refugiados

Por Lígia Dona de Souza, Marcus Vinícius Vaz Ecclissi e Thiago Haruo Santos
Em São Paulo

“Meu pai está no Mali, moro com minha mãe e minha irmã”. Mohamed acompanhava o tio que jogava pela equipe do Mali em uma partida das eliminatórias contra o Líbano. O menino de apenas cinco anos se dividia entre acompanhar a partida e conversar com o público que assistia aos jogos da fase eliminatória da Copa dos Refugiados e Imigrantes de 2019 através das grades de um dos campos do Centro Olímpico, localizado no bairro do Ibirapuera.

Assim como Mohamed, os familiares de outros jogadores também se mesclavam entre equipe organizadora e demais espectadores. Desenvolto e esperto como só ele, todos encontravam um jeito de entreter – assunto não faltava – e cuidar do garoto enquanto o tio não saia do jogo.

Final da Copa dos Refugiados – edição São Paulo – no Estádio do
Pacaembu  (2019), entre Congo e Níger.
Crédito: Ligia Dona/Museu do Futebol

Mohamed, o tio e o restante da família, assim como os demais participantes do campeonato, compõem a fase mais recente da história da migração internacional no Brasil. Passados quase meio século do fim da chamada “Grande imigração”[2], o país voltou desde a década de 1990 a figurar como importante lugar de destino internacional.

Os dados mais recentes confirmam a tendência crescente: se na primeira década dos anos 2000, houve 394,4 mil registros de imigrantes segundo dados da Polícia Federal [3], este número saltou para 774,2 mil, só entre 2011 e 2018 [4].

Dentre esses números, chama ainda mais atenção o aumento da solicitação de refúgio no Brasil. No início deste século o país chegou a registrar 966 pedidos feitos anualmente, sendo que nos últimos 5 anos, esse número tem oscilado entre 28 e 33 mil, alcançando os 38 mil em 2018 [5].

Há, porém, uma dimensão bastante importante sobre esses dados: mais que um aumento desenfreado, o que se tem verificado no país é um processo de diversificação das migrações. Enquanto no passado a maior parte de quem migrou vinha de países do continente europeu, as migrações contemporâneas ocorrem das mais variadas origens do assim chamado sul global [6]. No debate público, essa diversificação acompanhada da vigorosa intensificação das expulsões decorrentes de guerras ou “catástrofes naturais” se expressam em imagens sobre uma suposta “crise migratória”[7]. 

Essa narrativa é acompanhada de noções como “grande fluxo” ou “invasão” que superestimam a presença e o impacto das migrações em termos populacionais [8]. Essa abordagem vai contra os dados que mostram a tendência histórica desde o fim da “Grande Imigração” dessa população representar menos de 1% da população nacional. Além disso, quando comparamos com outros países da região a proporção migrantes/nacionais – Argentina (4,4%), Paraguai (2,6%), Chile (1,9%) e Bolívia (1,3%) – dificilmente descreveríamos a situação brasileira a partir da noção de “crise”.

A mobilidade humana no Brasil se apresenta então desde uma ambivalência: apesar das transformações expressas nos números crescentes de novas chegadas, quando comparada com a população nacional, esses números não justificam a migração como um tema incontornável.

É dessa ambivalência que a fala de Abdulbaset Jarour, vice-presidente da ONG África do Coração, principal entidade organizadora da Copa dos Refugiados e Imigrantes pode ser interpretada quando afirma que o campeonato objetiva primordialmente incitar a discussão da situação dos refugiados e imigrantes no Brasil e a luta contra a xenofobia.

O surgimento da própria ONG remonta ao início da presente década, em que essa diversificação ganhou novos contornos com a chegada cada vez mais significativa de migrantes do Haiti e de países do continente africano [9]. Neste contexto, o atual presidente da entidade Jean Katumba Mulondayi junto a outros acolhidos da Missão Paz idealizaram uma federação de migrantes vindos de países daquele continente, a África do Coração.

São Paulo naquele momento testemunhava o surgimento de uma nova leva de organizações em torno do tema migratório. Se desde a década de 1980, atravessando a redemocratização, organizações de cunho religioso como a Caritas Arquidiocesana e a Pastoral do Migrante passaram a atuar oferecendo serviços de assistência jurídica, acolhida e também promovendo incidência política sobre o tema, nos anos 2000, em diálogo com essas organizações, se desenvolveriam uma série de novas entidades que buscavam dar conta da nova situação de pluralidade das migrações [10].

África do Coração, ONG, formada por brasileiros, migrantes e refugiados.
Crédito: Divulgação

Do trabalho iniciado pelas primeiras organizações, a maior parte desses novos atores estavam em contato mais direto com as comunidades migrantes vindas de países sul-americanos. O projeto de erigir uma nova federação refletia a necessidade de articular novas experiências migratórias presentes no nosso território.

Em 2014, então, do encontro entre esses ex-acolhidos na Missão Paz com Abdul, refugiado da Síria, essa ideia se tornaria realidade a partir de um propósito bastante direto: a realização de um campeonato de futebol que congregasse as mais variadas nacionalidades e situações migratórias [11].

Segundo Abdul, a Copa deu um impulso para a própria ONG em formação, na medida em que a inseria em uma rede de contatos anteriormente indisponível, além de dar o molde organizativo para a instituição. Surgia então a Copa dos Refugiados e Imigrantes da África do Coração.

“São Paulo, a mãe das copas”

“São Paulo é a mãe das copas”, dizia, Braima Mane, coordenador da Copa durante o evento de abertura realizado no dia 04 de outubro no auditório do Museu do Futebol. Depois de cinco edições o campeonato que surgiu em um campo improvisado sob o viaduto do Glicério agora é recebido em um dos templos do futebol paulistano: o estádio do Pacaembu.

Durante o evento, a mensagem articulada pelos organizadores era repetida por meio de falas, gestos e vídeos: tratava-se de promover a integração através de um hábito comum, uma linguagem universal. Uma bola no pé e não há fronteira linguística capaz de frear o jogo, nada parece mais universal que o futebol.

Copa dos Refugiados 2014
Pênalti batido pela Nigéria que garantiu o título para a seleção na final da Primeira Copa dos Refugiados (2014).
Crédito: Rodrigo Borges Delfim/MigraMundo

Segundo os organizadores, é do futebol que se extrai a capacidade de acionar e atingir atores tanto do setor privado como do público. Na etapa paulistana da edição de 2019, figuraram como apoiadores do evento três empresas do setor de acessórios esportivos, uma academia de ginástica, uma empresa de vale alimentação e uma assessoria de eventos.

Para os idealizadores do evento, as empresas precisam entender o valor que as e os migrantes poderiam agregar desde suas experiências e formações, buscando dar visibilidade a essas alianças. Em relação ao setor público, o principal parceiro desta edição foi a prefeitura de São Paulo por meio das Secretarias de Esportes e Lazer e também de Direitos Humanos e Cidadania.

É do setor público que se esperam as garantias básicas de documentação e direitos sociais necessárias ao acolhimento efetivo. Os apoios ainda da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) mostram a capacidade do evento em articular atores do âmbito internacional cujo mandato muitas vezes se encontram apartados em torno das categorias “imigrante” e “refugiado”.

A Copa dos Refugiados e Imigrantes não abandona, portanto, a ideia inicial da ONG de uma federação, encadeada pela linguagem universal do futebol.

Iniciativa em expansão

A 6ª edição da Copa foi marcante pelo tamanho alcançado. A etapa de São Paulo contou com 16 equipes, representando nações diferentes, que competiram entre si em jogos eliminatórios: Guiné-Bissau, Tanzânia, Líbano, Mali, Venezuela, Camarões, Coreia do Sul, República Democrática do Congo, Togo, Colômbia, Haiti, Gâmbia, Angola, Nigéria, Níger e Benin são as seleções que começaram a disputa no sábado, dia 05 de outubro, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa.

Essa expansão em âmbito nacional vem sendo gestada desde a edição de 2017 quando pela primeira vez a copa pôde ingressar a um estádio, a Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Em contato com migrantes de outros Estados, a ONG foi conquistando espaço e demonstrando para a inicialmente resistente “mãe das copas”, São Paulo, que era necessário oferecer as grandes arenas como palco para este grande evento.

Equipe Coletivo, de Caxias do Sul, foi a grande campeã da primeira Copa dos Refugiados sediada na capital gaúcha. Crédito: ©Luiz Eugênio Gressler

O resultado foi uma progressão de uma primeira edição em 2014 em um campo improvisado sob o viaduto do Glicério (SP) para 2019, com o evento chegando aos principais gramados de cinco estados diferentes – Curitiba, Pernambuco, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

O fato de a Copa ter surgido em São Paulo, porém não é um detalhe. Só na cidade residem quase um terço da população migrante do território nacional [12] e é nela também que tem se desenvolvido nos últimos anos um intenso trabalho e mobilização em torno da temática migratória.

Das atuações principalmente voltadas à regularização migratória, as pautas foram sendo ampliadas durante estas últimas décadas tratando de direitos como o voto, o da educação, da necessidade de combate à discriminação nas escolas, a violência no sistema de saúde, direito das mulheres e demanda pela melhoria no acesso a um serviço público de qualidade [13].

As diversas marchas, conferências e campanhas foram sendo acompanhadas paulatinamente por formas de institucionalização do tema na cidade, que pode ser representada pela criação pela primeira vez no país de uma Coordenação de Políticas para Imigrantes em âmbito municipal em 2013.

Paralelamente a esse processo de mobilização e pluralização das vozes de refugiados e imigrantes, novas formas de atuação surgiram mesclando a produção cultural com reivindicação política [14].

Cartaz da Marcha dos Imigrantes 2019
Cartaz com o lema da Marcha dos Imigrantes e Refugiados 2019.
Crédito: Eduarda Esteves/MigraMundo

A Copa dos Refugiados e Imigrantes de 2019, de alguma maneira, reflete também esse acúmulo coletivo quando na programação prevista, propunha ao mesmo tempo um debate sobre o deslocamento humano chamado “Café Contemporâneo dos refugiados”, um “mutirão do trabalho e dos serviços públicos para os refugiados”, uma “atividade voz das mulheres refugiadas”, uma ida ao Hopi Hari especificamente voltado às crianças, uma “tarde cultural”, com música, dança, moda e culinária, entre outros.

Acompanhadas dessas atividades, o próprio futebol se modifica, ou, nas palavras dos organizadores “enquanto na copa do mundo o prêmio é uma taça, na Copa dos Refugiados e Imigrantes se ganha humanidade”.

Copa dos refugiados e imigrantes

Depois de quatro jogos eliminatórios e uma semifinal, Níger e Congo disputaram a grande final no dia 20 de outubro. Os times e os torcedores chegaram em ônibus fretados. O primeiro time a chegar foi o do Níger, que rapidamente se dirigiu para o seu vestiário, enquanto o ônibus da equipe do Congo chegou com muitos torcedores, cantando e tirando fotos com os jogadores antes de entrarem no estádio.

Embora não estivesse cheio, os torcedores presentes em um dos setores do Pacaembu fizeram bastante barulho e demonstraram muita animação com o evento. O início da partida seguiu o protocolo comum a todas as partidas da Copa até então: os times entraram no gramado lado a lado, acompanhando a equipe de arbitragem e em seguida se posicionaram para a execução dos hinos. Primeiro, o hino nacional brasileiro e depois o hino de cada país representado pelos atletas.

Jogador representando a seleção do Níger durante a final da Copa dos Refugiados 2019.
Crédito: Ligia Dona/Museu do Futebol

Nas arquibancadas a torcida era quase totalmente a favor da equipe do Congo, os mais animados se posicionaram na parte superior das cadeiras numeradas e ditaram o ritmo da torcida ao puxar cantos que eram acompanhados por todos os outros torcedores. Além dos torcedores dos times, algumas organizações ligadas a times de futebol brasileiros estiveram presentes, como as torcidas anti-fascistas de Palmeiras e Corinthians, que estiveram no estádio e trouxeram faixas e bandeiras em apoio aos refugiados e imigrantes.

Não é apenas de jogadores e torcedores, porém, que se faz a Copa dos Refugiados e Imigrantes. Durante todos os jogos, enquanto a bola rolava em campo, organizadores e voluntários ficavam atrás das coxias para que tudo se desenrolasse segundo o planejamento.

Dentre os voluntários, algumas mulheres assumem papel central quando nomeadas madrinhas de alguma seleção. Cada madrinha é responsável por cuidar dos jogadores de sua equipe, desde a alimentação e pertences à realização de serviços burocráticos, como recolhimento de autorização de uso de direito de imagem. O envolvimento varia caso a caso, mas algumas madrinhas chegam a tal envolvimento que acompanham treinos e brigam como técnicas quando algo sai errado. 

“A copa não é para os refugiados ou com os refugiados. A Copa é dos refugiados, é nossa! ”, nos dizia Abdul numa entrevista. De uma atuação restringida pelo Estatuto do Estrangeiro (1980) – legislação herdada da ditadura militar cuja concepção sobre o migrante era de um inimigo em potencial – migrantes internacionais em São Paulo foram conquistando espaço e protagonismo.

Faixas dos coletivos Palmeiras Livre e Coringão Antifa estendidas no Pacaembu durante a final da Copa dos Refugiados 2019.
Crédito: Ligia Dona/Museu do Futebol

A Lei Municipal de Política para População Imigrante de 2016 e a Lei de Migração de 2017, dessa forma, acompanharam uma transformação prefigurada pelos próprios agentes e instituições migrantes. Se sob a égide das legislações anteriores predominavam organizações dirigidas por brasileiros para refugiados e imigrantes, ao longo desses últimos anos, em um novo contexto também da nossa própria vida democrática, é cada vez mais recorrente a exigência por protagonismo e reconhecimento das experiências e conhecimentos próprios daqueles que vivem o deslocamento [15]. “Estamos lutando, nos unindo, para ter voz forte”, outra frase que ouvimos durante a nossa conversa.

O jogo terminou com uma vitória do Congo por 2×0, causando grande comoção entre os torcedores, que chegaram a subir no alambrado para comemorar.

A premiação da Copa ocorreu logo após o jogo, no gramado. Um palco foi montado atrás da linha de fundo e os torcedores entraram no campo para acompanhar a cerimônia. Autoridades, como o secretário da Cultura, fizeram falas em apoio ao evento e receberam homenagens dos organizadores. O prefeito não pode estar presente no dia, mas foi representado e homenageado ainda assim.

Após esse momento de solenidades, os times começaram a ser chamados para receber as premiações, do terceiro colocado ao campeão (Guiné Bissau em 3º lugar e Níger como vice). Além da segunda colocação, a seleção do Níger ganhou o prêmio de fair-play da competição. Por fim, subiu ao palco, com muita festa, a seleção do Congo, campeã da etapa de São Paulo.

A festa continuou por um tempo no gramado com jogadores e torcedores cantando. O título da etapa paulista garantiu a seleção congolesa uma vaga para disputar a etapa nacional, que seria realizada em dezembro, no Rio de Janeiro, reunindo os campeões de todas etapas disputadas: Representando a etapa do Rio Grande do Sul, a Seleção do Líbano; Representando o Rio de Janeiro, a Seleção de Angola; Representando o Distrito Federal, a Seleção de Guiné-Conacri; Representando São Paulo, a Seleção da República Democrática do Congo; Representando o Paraná, a Seleção da Colômbia; Representando Pernambuco, a Seleção de Cabo Verde. Terminava assim mais uma edição da Copa dos Refugiados e Imigrantes, pelo menos em São Paulo. Para organizadores, jogadores, torcedores e madrinhas, um bom momento para pensar e imaginar a próxima edição do campeonato.

Ligia Dona de Souza é graduanda em Ciências Sociais e Assistente de Pesquisa do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) do Museu do Futebol do Estado de São Paulo.

Marcus Vinicius Vaz Ecclissi é historiador e estagiário do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) do Museu do Futebol do Estado de São Paulo

Thiago Haruo Santos é antropólogo e pesquisador do Museu da Imigração do Estado de São Paulo

Referências

[1] Frase do título: Frase retirada da letra do hino da Copa dos Refugiados e Imigrantes. Autoria de Romeo G. e Uchen K – clique aqui para acessar

[2] Fenômeno migratório de grande proporção iniciado no final do século XIX até aproximadamente a década de 1930.

[3] BAENINGER, Rosana; FERNANDES, Duval (Coord.). Atlas temático. Observatório das Migrações em São Paulo. Migrações Internacionais – Campinas, SP: Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” – Nepo/ Unicamp, 2018.

[4] Os Dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE apontam ainda para outra característica importante da migração internacional no Brasil. Em sua pesquisa, o IBGE perguntava aos entrevistados onde eles viviam cinco anos antes da pesquisa. Em resumo, 65% (174,5 mil) dos imigrantes eram, na verdade, brasileiros, ou como eles chamam “imigrantes internacionais de retorno”. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/brasil/censo-2010-numero-de-imigrantes-no-brasil-quase-dobra-4751209>. Último acesso em 04 dez. 2019.

[5] Pesquisa do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e a da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) aponta que o Brasil acumula mais de 160 mil pedidos de refúgio em análise, feitos em 2018 e em anos anteriores. Desses pedidos, 52% são de venezuelanos, 10% de senegaleses e 4% de cubanos. Dados das Nações Unidas. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/brasil-recebeu-mais-de-61-mil-pedidos-de-refugio-de-venezuelanos-em-2018/>. Último acesso em 04 dez. 2019.

[6] CAVALCANTI, L; OLIVEIRA, T; MACÊDO, M; PEREDA, L. Resumo Executivo. Imigração e Refúgio no Brasil. A inserção do imigrante, solicitante de refúgio e refugiado no mercado de trabalho formal. Observatório das Migrações Internacionais; Ministério da Justiça e segurança pública / Conselho Nacional de Imigração e Cordenação Geral de Imigração Laboral. Brasília, DF: OBMigra 2019.Disponível em: <https://portaldeimigracao.mj.gov.br/pt/datamigra>. Último acesso em 04 dez. 2019.

[7] VENTURA, Deisy; YUJRA, Veronica. Saúde de migrantes e refugiados – Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2019.

[8] Segundo a pesquisa Perigos da Percepção 2018, do Instituto Ipsos publicado em 2019, a maior parte dos entrevistados acreditavam que os migrantes no Brasil representavam 30% da população brasileira. Este número na realidade não chega a 1%.

[9] Segundo o Atlas migratório do Observatório das Migrações da Unicamp, as dez nacionalidades mais presentes entre os migrantes registrados no Estado de São Paulo entre 2000 e 2015 são Angola, Nigéria, África do Sul, Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau, República Democrática do Congo, Marrocos, República Árabe do Egito e Camarões.

[10] Ver FREITAS, Patrícia Tavares. Migrações internacionais e cidadania local: um estudo sobre a formação de um novo domínio de agência na cidade de São Paulo. Publicação do II Encontro Internacional Participação, Democracia e Políticas Públicas. Campinas – SP: 2015.

[11] Embora aparentemente a organização e o campeonato estivessem mais enfocadas na questão do refúgio, como atesta o nome “Copa dos Refugiados” dado a competição até a edição deste ano.

[12] Dados do Sincre compilado em Migrantes regionais em São Paulo: direitos sociais e políticas públicas. Instituto de Políticas Públicas e de Direitos Humanos do Mercosul (IPPDH). Buenos Aires: IPPDH/ OIM, 2017.

[13] BARALDI, C. B. F.; WALDMAN, T. C. O Brasil e os imigrantes: novos velhos conhecidos. In: Interesse Nacional. Ano 8, nº 29, pp. 70-77, Abr.–Jun. 2015.

[14] São inúmeros os exemplos, mas poderíamos citar como esse tipo de inovação político-cultural a Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas, Fórum Fontié Ki Kwaze, Sarau das Américas, o coletivo Visto Permanente e o coletivo Sí, Yo Puedo. Essa nova maneira de atuação, individual e coletiva, foi definida em uma literatura recente como a de “agentes culturais imigrantes”. Ver mais exemplos em: DE BRANCO, Cristina. Agentes e atuações artístico-culturais imigrantes latino-americanas contemporâneas na cidade de São Paulo e a invenção de novas latinoamericanidades. Anais do II Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina. 2016. 

[15] EQUIPE DE BASE WARMIS – CONVERGÊNCIA DAS CULTURAS. Imigrantes, as vozes silenciadas. Pressenza – International Press Agency. Disponível em: https://www.pressenza.com/es/2016/02/inmigrantes-las-voces-silenciadas/. Último acesso em 16 dez. 2019; FREITAS, Patrícia Tavares. Migrações internacionais e cidadania local: um estudo sobre a formação de um novo domínio de agência na cidade de São Paulo. Publicação do II Encontro Internacional Participação, Democracia e Políticas Públicas. Campinas – SP: 2015; LEÃO, Augusto; DEMANT, Peter. Mobilização política e Integração de Migrantes no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais – Vol. 31 Nº 91. São Paulo, 2016.

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