Novo guia orienta empresas sobre contratação de refugiados

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Parceiros do projeto Empoderando Refugiadas conversam com empresas para sensibilizá-las à causa do refúgio. Crédito: Pacto Global Brasil/Divulgação

A Rede Brasil do Pacto Global, por meio do grupo temático de direitos humanos e trabalho, lançou recentemente um documento sobre o engajamento de empresas na causa dos refugiados e um guia de perguntas e respostas com as principais dúvidas sobre as possibilidades de contratação.

O documento é resultado do diálogo promovido no encerramento da primeira edição do projeto “Empoderando Refugiadas” em junho deste ano, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 50 pessoas, entre representantes de empresas, organizações da sociedade civil e governo.

Clique aqui para acessar e baixar o guia

Clique aqui para acessar o relatório sobre o projeto Empoderando Refugiadas

O objetivo foi incluir o setor privado no diálogo sobre refúgio e gênero, trazendo exemplos nacionais e internacionais na área, além de fornecer orientações e workshops a refugiadas sobre o mercado de trabalho brasileiro.

Além de responder às dúvidas, o guia traz um panorama do refúgio no Brasil, explicações sobre os direitos de trabalho destas pessoas no Brasil, documentos de apoio, bem como casos de empresas que integraram refugiados na equipe.

Entre os benefícios relatados por empresas que promovem atividades para refugiados estão a melhoria da imagem corporativa, maior engajamento de funcionários, apoio a diversidade e multiculturalidade no ambiente de trabalho e desenvolvimento de habilidades de liderança para os funcionários que atuam como mentores de refugiados. Além disso, o fato dessas pessoas em geral dominarem mais de um idioma é visto como diferencial para casos de clientes que não falam português.

Sobre o projeto

O Empoderando Refugiadas foi criado pelo Grupo Temático de Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global, que tem o objetivo de conscientizar e informar às empresas a situação da mulher refugiada – grupo que tende a sofrer mais com o preconceito por ainda envolver uma questão de gênero. Ao final, foram 33 mulheres refugiadas participantes do projeto, sendo que nove delas conseguiram emprego formal logo após o programa.

“A nossa ideia no Brasil é extremamente replicável, qualquer outro ator pode trabalhar com o engajamento de empresas, não só o Pacto Global. Esse não é um tema que estava na agenda das empresas, começou a entrar na cabeça das pessoas após a crise na Síria e o fluxo de pessoas indo pra Europa. Aqui no Brasil o número tem aumentado também e talvez tenha se tornado mais perceptível para as empresas na hora de contratar alguém”, explicou Vanessa Tarantini, coordenadora de Parcerias e Engajamento da Rede Brasil do Pacto Global, em entrevista ao MigraMundo em abril deste ano sobre o projeto.

O Empoderando Refugiadas foi destaque em eventos internacionais dos quais o Pacto Global participou neste ano. Para Vanessa, essa visibilidade fortalece o projeto. “O reconhecimento de fora dá mais legitimidade, o que pode melhorar a vida dessas pessoas do projeto, não com uma perspectiva de pena, pois são pessoas que podem ajudar no crescimento das empresas”.

Veja o vídeo abaixo, feito pelo Pacto Global por conta do fechamento do projeto:

Com informações da ONU Brasil e Pacto Global

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