Portal global de idiomas quer colaborar e servir de ferramenta para migrantes e instituições

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Foto de capa da página do bab.la no Facebook. Crédito: Reprodução

Por Rodrigo Borges Delfim

O aprendizado de um idioma diferente do materno – seja por questões profissionais ou até mesmo devido às migrações – se tornou quase que um pré-requisito para o mundo contemporâneo. E atualmente existem ainda ferramentas online que permitem ao menos um complemento desse aprendizado.

É o caso do bab.la, uma plataforma online e gratuita de idiomas que propõe uma troca de ideias entre as pessoas interessadas em aprender uma nova língua e uma nova cultura – pela web ou presencial, quando possível. Intercâmbio esse que tem potencial para gerar aproximação entre pessoas, quando bem utilizado.

Com sede em Hamburgo (Alemanha), o bab.la tem 40 dicionários para 28 línguas, um fórum de idiomas, testes de vocabulário, jogos de línguas, quizzes, conjugação verbal para 12 línguas, guias de frases para universidade, negócios ou viagens, entre outros produtos relacionados ao aprendizado de idiomas. Os usuários podem ainda colaborar com a sugestão de novos jogos, vocabulários, testes, entre outros. Desde abril de 2015 a plataforma é parte da Oxford University Press.

Essa ferramenta poderia ainda ser útil tanto para migrantes como para instituições dedicadas ao ensino de idiomas. É o que acreditam a italiana Benedetta Montagnoli e a brasileira Olivia D’Orsi Junqueira, integrantes da equipe de conteúdo do bab.la, que falaram em conjunto ao MigraMundo sobre essa visão e disposição. Veja abaixo a entrevista:

bab.la tem 40 dicionários e 28 idiomas, incluindo o português. Crédito: Divulgação
bab.la tem 40 dicionários e 28 idiomas, incluindo o português.
Crédito: Divulgação

MigraMundo: Desde quando existe o bab.la e como ele surgiu?
bab.la: O bab.la tem 9 anos, foi lançado em julho de 2007. A ideia era lançar um portal onde os amantes de idiomas possam reunir-se, conhecer-se, trocar ideias e aprender idiomas juntos. É um projeto de idiomas criado por Andreas Schroeter e Patrick Uecker. A ideia circulou na mente de Andreas por muito tempo. Durante seus anos de colégio e depois como universitário no Canadá, França, Suécia e Estados Unidos, ele se deu conta que, às vezes, só saber a tradução de uma palavra não ajuda. É preciso realmente conhecer o idioma e saber em que contexto usar a palavra para encontrar a tradução perfeita. Andreas coleciona dicionários em várias línguas há bastante tempo. O passo mais natural foi criar um portal onde os amantes de idiomas possam encontrar-se, trocar ideias e aprender os idiomas entre todos. Quem pode ser melhor professor do que um nativo para compartilhar seu conhecimento?

Aprender o idioma local é uma das grandes preocupações de imigrantes e refugiados que chegam a um outro país. Na sua opinião, como o bab.la poderia ajudar nesse quesito?
O bab.la oferece conteúdo de aprendizado de idiomas e cultura gratuito e personalizável, todo ele disponível para quem quiser usá-lo. E com alguma ajuda de profissionais da área de migração, nós podemos criar caminhos ou trilhas através dos recursos para otimizar sua utilidade a imigrantes e refugiados. Nós também temos uma equipe multilíngue e multicultural que fica mais do que contente em trabalhar junto com a comunidade migrante para adaptar os nossos recursos para as suas necessidades.

Equipe do bab.la na sede da plataforma, em Hamburgo (Alemanha). Crédito: Divulgação
Equipe do bab.la na sede da plataforma, em Hamburgo (Alemanha).
Crédito: Divulgação

Caso alguma instituição se interesse em usar o bab.la para programas de ensino de idiomas, como a plataforma poderia apoiá-la?
A plataforma pode ser utilizada como apoio para professores de diversas disciplinas gratuitamente do mesmo modo que por usuários. Estamos abertos a conversar com cada instituição para realizar uma parceria mais personalizada.

Ao contrário de outros dicionários, o bab.la permite que o usuário também interaja e proponha material. Como é feita a curadoria desse conteúdo?
A curadoria desse conteúdo é feita de duas maneiras. Alguns recursos, tais como caixa de sugestões para cada dicionário, questionários e fórum são curados colaborativamente, os usuários podem votar em seus favoritos e comentar e classificar os recursos. Em seguida, vem a segunda camada, toda a nossa equipe está constantemente revisando o conteúdo, a verificando sua consistência e corrigindo qualquer coisa necessária. Nós temos membros da equipe nativos ou bilíngues para cada idioma.

Tem algum novo idioma que está para ser incluído?
Sim, em breve incluiremos um dicionário dinamarquês-alemão.

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