The Refugee Project, um atlas da migração forçada humana

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Um mapa que permite visualizar os fluxos de refugiados no mundo de 1975 a 2012, seja por país ou de forma global. Parece improvável, mas essa ferramenta existe de fato e se chama The Refugee Project, desenvolvida pelo escritório de design nova-iorquino Hyperakt e pelo designer nigeriano-americano Ekene Ijeoma.

O projeto reúne dados disponibilizados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur, na sigla em português) e pela URNWA, agência da ONU voltada especificamente aos refugiados palestinos. Esse material é aliado de forma interativa a contextualizações históricas sobre os eventos que precipitaram tais movimentos migratórios, tornando-o uma importante ferramenta de consulta para jornalistas, pesquisadores e estudantes de diversas áreas.

Crédito: Reprodução/The Refugee Project
Crédito: Reprodução/The Refugee Project

Visualizar essa situação para ajudar a incentivar ações por parte de governos, instituições e pessoas em prol dessa população é um dos objetivos do portal. No site, há um botão de doação, que direciona o usuário para o site da comissão de refugiados da ONU, a Acnur.

O projeto não contabiliza as pessoas que migram por motivos econômicos e que estão indocumentados, nem os chamados deslocados internos (que tiveram de deixar suas casas, mas ainda estão no país de origem).

Para este ano a proporção de refugiados em relação à população mundial deve ser ainda maior, considerando a continuidade dos conflitos na Síria e novas crises humanitárias em locais como Sudão do Sul e República Centro-Africana. É de se esperar que uma futura atualização do projeto englobe esses novos fatos.

Todos os dias, em várias regiões do planeta, pessoas são forçadas a deixarem suas casas para fugir da morte e perseguições diversas, muitas vezes tendo apenas a roupa do corpo.  Segundo as Nações Unidas, em 2012, uma pessoa a cada 665 no mundo era considerada refugiada.

Refugiados no Brasil e do Brasil

De acordo com o The Refugee Project, o Brasil contabilizava 4.715 refugiados de 77 nacionalidades vivendo no país em 2012, um para cada 42.156 habitantes – Angola (1.689), Colômbia (742) e República Democrática do Congo (514) formam o “top 3” de refugiados vivendo no país.

O projeto traz ainda um dado interessante e pouco conhecido, o de refugiados brasileiros em outros países. Em 2012, de acordo com o The Refugee Project, eram 1.076 pessoas nessa condição, a maioria delas vivendo nos EUA, Canadá e Alemanha.

Vítimas de tortura e violência, medo de perseguição e de policiais corruptos, milicianos e traficantes e drogas, ativistas ameaçados de morte e testemunhas de crimes cometidos por agentes policiais são os principais motivos dos brasileiros para solicitar refúgio. O jornal Folha de S.Paulo fez uma matéria bem interessante sobre o assunto, inclusive atualizando o total de refugiados brasileiros no mundo para 1.208 – a partir de um levantamento da Acnur feito a pedido do jornal.

Com informações da Folha de S.Paulo e do blog da Paula Gomes, focado em Relações Internacionais

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