Voluntários recebem imigrantes e refugiados para as festas de final de ano

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Você chamaria imigrantes ou refugiados para passar o Natal ou o Ano Novo na sua casa? A iniciativa pode até causar estranheza de início, mas ela fica para trás quando podem ser notados os efeitos dessa atitude.

Pelo segundo ano seguido a ONG Adus, que lida com refugiados em São Paulo, convidou voluntários a acolherem recém-chegados ao país em suas casas na época do Natal. Diferenças religiosas e culturais são facilmente superadas por sentimentos que transcendem qualquer crença e independem da origem de cada um – amor ao próximo, respeito e interesse em entender e aprender com o outro, fraternidade, entre outros.

Ação une diferentes culturas e faz nascer novas amizades. Crédito: Divulgação/Adus
Ação une diferentes culturas e faz nascer novas amizades.
Crédito: Divulgação/Adus

Parte do resultado dessa promoção pode ser verificado na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo, em matéria escrita pela jornalista Olivia Freitas. Depois de passar o Natal de 2013 andando com a família pela avenida Paulista, desta vez o sírio engenheiro mecânico sírio Talal Al-tinawi, 41, a mulher e os dois filhos passarão a noite ao lado da família do estudante de administração Rodrigo Garcia, 28.

Leia aqui a matéria completa

Quem também terá uma companhia diferente no Natal é o congolês Eric Kenzo, que será recebido pela professora de inglês Marina Borges, conforme relata Stephane Sena para o jornal Agora – leia aqui a matéria.

Em 2013, primeiro ano da iniciativa, a voluntária Júlia Fuchs Laurito abriu sua casa a refugiados da República Democrática do Congo. Da noite de Natal surgiu uma amizade com os convidados que dura até hoje. Em entrevista para a Adus, Júlia deixou um depoimento sobre a experiência e tudo o que aprendeu – e continua a aprender – com ela:

“Eu acredito que se dar esta oportunidade, dessa troca, não apenas adiciona muito na vida, como também ajuda bastante àqueles que estão num país em situação de refúgio. Proporciona uma oportunidade de dar voz a alguém que por muito tempo não foi ouvido, um indivíduo que é taxado como refugiado e acaba perdendo sua individualidade. Conviver com um refugiado é para aqueles que estão dispostos a ouvir, que têm interesse em conhecer. Uma das coisas que considero mais importante a qualquer pessoa que vai a um país novo, com uma cultura totalmente diferente, uma língua diferente, funcionamento diferente, tudo novo, estranho, é a amizade, são as relações interpessoais. Isto é essencial. E eu fiquei muito feliz em ter iniciado esta amizade com os dois, que continua até hoje e que foi iniciada graças a esse primeiro passo, o Natal com eles.”

A iniciativa da Adus de organizar famílias para receberem refugiados também se estende para o Réveillon. Quem tiver interesse em receber uma ou mais famílias deve entrar em contato com Marcelo Haydu por meio do e-mail marcelo.haydu@adus.org.br .

E você? Recebeu ou pensa em receber um imigrante ou refugiado em sua casa para o Natal ou Réveillon? Compartilhe sua experiência e mostre que amor ao próximo, respeito e interesse em aprender com o outro são valores que não conhecem fronteiras ou diferenças de cultura e origem.

Com informações do Instituto Adus e dos jornais Agora e Folha de S.Paulo

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