WSFM mostra que migração requer respostas locais e globais

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A migração tem pontos que são comuns no mundo todo, mas não deixa de guardar particularidades de acordo com a região. Essa complexidade obriga que respostas globais e locais sejam combinadas para lidar com os desafios que a mobilidade humana traz para as sociedades.

Uma das saídas apontadas durante os debates do terceiro dia foi a mobilização social e os processos que ela pode desencadear, tanto no âmbito local como na esfera internacional.

A necessidade dessa mobilização foi abordada primeiro durante o painel Migração, Globalização e Crises: tendências e alternativas, que abriu o terceiro dia do VI Fórum Social Mundial das Migrações, em Joanesburgo (África do Sul).

"Migração, Globalização e Crises: tendências e alternativas" foi o tema principal do terceiro dia do WSFM. Crédito: Rodrigo Borges Delfim
“Migração, Globalização e Crises: tendências e alternativas” foi o tema principal do terceiro dia do WSFM.
Crédito: Rodrigo Borges Delfim

“Precisamos ter a ambição de promover processos de transformação social a partir da base. Também precisamos consolidar as estruturas de participação social para garantir equidade e justiça”, disse o professor Raúl Delgado Wise, representante da Unesco no México para migrações, desenvolvimento e direitos humanos.

Reforçando Delgado, a ativista equatoriana Lina Cahuasquí, a globalização com viés puramente econômico em detrimento das questões humanas é a causadora das crises globais de energia, meio ambiente, econômica, humanitária e alimentar. “Se a crise é global e sistêmica, as respostas para ela também devem ser globais e trazer alternativas”. Para ela, a mobilização social é justamente uma dessas saídas e cita como exemplo as transformações políticas recentes em países da América Latina, como a Bolívia (em torno das riquezas naturais do país).

O pesquisador francês Gustave Massiah também entende as mobilizações sociais como uma saída para o “establishment”. “Agora estamos chegando a um estado de novos direitos de defender movimentos livres. Devemos criar alianças entre tais movimentos pelo acesso à justiça e equidade sociais para todos. Temos de nos mobilizar”.

Já o sueco Carl-Ulrik Schierup, diretor da Remeso (sigla para Institute for Research on Migration Ethnicity and Society), essa mobilização precisa local, regional, nacional e global, mas também precisa de um método que as conecte. “É importante encontrar linguagens em comum para o diálogo”.

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